Tuesday, May 31, 2005

Dia

Acordo meio ensonado e fico quinze, vinte minutos na ronha, a preparar-me para o dia que me aguarda. Nessa altura são dez da manhã, deviam ser nove e meia, mas já são dez e por esta altura já deveria estar desconfortavelmente sentado na biblioteca, tivesse eu seguido o plano do dia anterior. Mas não, são dez e eu levanto-me ainda meio tonto. Dirigo-me à casa de banho, tomo banho. Tomo o pequeno almoço. Leio o jornal na internet e perco tempo noutras actividades matutinas. Saio, saio de casa porque tenho de sair, nem penso muito nisso porque se pensar facilmente descubro que sair de casa era a ultima coisa que queria fazer. Vou andando em piloto automático na certeza que essa é a unica maneira que tenho para chegar onde tenho de chegar.
Começa o meu dia.
Já desconfortavelmente sentado na biblioteca olho o espectacular dia que está, mais uma vez através da enorme janela de vidro da biblioteca. O ar-condicionado impede-me de sentir o enorme calor que lá fora parece estar.
Vou estudando com a ideia de estar um dia fabuloso na mente. As mil e uma coisas que eu preferia estar a fazer inundam-me o pensamento.
Entre a uma e as duas vou almoçar. Eu próprio cozinho o meu almoço. Almoço, quase sempre em quantidades excessivas, vá se lá saber porquê.
Volto para a biblioteca e volto a olhar a enorme janela. Vou estudando sempre com o dia 24 de Junho em mente, o dia em que não tenho de voltar aquela biblioteca, o dia em que vou poder fazer o que me der na cabeça.
Vou ao ginásio tentar matar os excessos que cometi ao almoço. Janto. Perco tempo. Faço os planos do dia seguinte que nunca se cumprem. Vou dormir, já passou mais um dia e já estou mais perto do fim dos exames, do principio das férias.
Adeus, o arroz está ao lume.
"Aguenta, não chora" Tomás Taveira.

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