knock knock
anyone there?
O homem jogava com o Diablo e entretia uma multidão. Devia ter entre 20 e 30 anos e a sua dinâmica e energia enchiam a cheia praça da Catedral. Crianças riam com as suas palhaçadas, dançava com o diablo e, ao som da musica, fez-nos rir e rimo-nos com ele.
Este é um post que visa única e exclusivamente mostrar o apreço e carinho que tenho por todos os nossos bloggers. Se por alguma razão algum dos leitores achar que siginfica um retomar da actividade regular do blog, desenquivoque-se.
Opino sobre o que outros escrevem,
Quando Feliciano José voltou a acordar já os seus genitais haviam encerrado em si a bala que os atentara sem pudor.
Depois de tão prolongada ausência houve um assunto que não me forçou a escrever, na pior das hipóteses, mais um post! Não se trata do começo do Mundial 2006 (e que grande começo, com um jogo de futebol como todos deviam ser, com muitos e espectaculares golos), nem para vos comunicar, amigos, que alcancei os objectivos académicos a que me propus, nem tão pouco para vos dizer que vou partir dia 13 para a Alemanha para apoiar a Nossa Selecção. Não. Não foi nada desta. O assunto desta vez é outro. E o assunto é sério.
Arrumo na minha cabeça, em estantes, armários e caixotes, os livros que leio e os filmes que vejo. Guardo também música, algumas peças que vi ou concertos a que assisti e, felizmente, o espaço que sobra é muito maior do que o ocupado. Por vezes percorro estas estantes em busca de referências passadas, onde tento evitar que o pó se acumule e onde, por vezes, encontro memórias mal tratadas e folhas rasgadas.

Há certas coisas que têm um prazo de vencimento...
Life goes on... ("a vida não para," para todos aqueles inteligentes leitores que só devido às más intenções do professor é que não passam a inglês desde o quinto ano).
Há jarros que devem ser vertidos para dentro dos copos à bruta ou o seu conteúdo cola-se ao vidro e por ele escorrega pelo lado de fora, chorando frasco abaixo a sua separação. Se for à bruta não há lugar para choros nem comoções: todo o conteúdo do jarro se esbarra no fundo do copo onde espuma de sofoco e se quebra em mil salpicos. Há pois certos líquidos que se não devem colocar em certos jarros, ou certos jarros que contêm certos líquidos que se não devem quebrar se o seu conteúdo não pretenderem condenar.
Ontem foi o dia da mulher... isto leva implicitamente à conclusão de que os restantes 364 são dos homens. Acho muito bem, mas também não estou eufórico: os dias pertencem-nos todos, quem disse que as mulheres também podiam ter um??
Hoje, na aula de Estratégia
Porque é que os bons alunos com má caligrafia são benificados enquanto que os maus alunos com má caligrafia são prejudicados?
No outro dia li um livro muito interessante sobre a vida no campo. Só estranhei não haver ilustrações no início de cada capítulo, embora também por este facto tenha ficado orgulhoso pois havia lido um livro para adultos!
Vida de um Comunista:
É com infelicidade e baseado nas estatísticas que afirmo que é moda ser gay.
Quando eu ganhar o EuroMilhões daqui a bocado vou dar uma lição ao mundo e realizar um fetiche. De uma só acentada.
São flocos desagregados, mais em pingos que em cristais, que se esbarram contra a minha janela chorando em lágrimas de morte lenta e pedindo ao frio que os mantenha gélidos. Fogem com o vento e não caem ou fazem birras ao cair, em corridas que travam rodopiando na horizontal e desafiando a gravidade. Fazem-no porque temem o calor do chão e das mãos indrédulas de quem vai à janela comprovar aquilo que os rios de água disfarçam lá em baixo, porque têm medo da superfície escorregadia dos chapéus de chuva que agora são de neve e que assim se encontram indecisos na sua função, como que com dúvidas existenciais, fogem aflitos temendo os vómitos dos escapes sobre a calçada disfarçada aqui e ali de alcatrão, ou fogem porque receiam cair inadvertidamente nos depósitos de água dos chafariz que os engolem nos seus canos.
Hoje acordei e liguei a televisão.
Mário Soares ficou ontem um bocadinho aborrecido, porque se julgava - num intervalo de zero a seis biliões de pessoas - o mais ruim de todos, o mais golpes-baixos, o mais facadinha nas costas, o mais "falar da vida pessoal dos rivais para os derrotar em segundas voltas", o mais tinhoso, o mais rafeiro, o mais cão por assim dizer. Porém veio-se ontem a confirmar a suspeita de que afinal Mário Soares é só um menino ao lado de outros gigantes pisa-empecilhos. E Manuel Alegre até o avisou escrevendo-lhe um livro com um título bastante contundente: Cão Como Nós. Era o prólogo da batalha de Alegre: "Podes ser um cão rafeiro e raivoso, mas eu sou ainda pior!".
Manuela Moura Guedes é irritante e estou ansioso para ler os comentários do Ruca, ele vai dizer o que eu não tenho coragem de dizer:
Sabiam que há wrestling de camelos?? Não, eu sei que no WWF e no RAW são todos uns camelos (a minha falta de desculpas sinceras a todos os que vêem essa telenovela)...
Conhecimento, cultura geral, sagacidade, inteligência, coerência são todas elas qualidades, à partida, bastante apreciáveis num ser humano.
Depois de ter ouvido o Manuel Alegre dizer aos socialistas que se queriam um socialista na presidência deviam votar na sua pessoa e não em Mário Soares, dei por mim a pensar nas sondagens e no que elas representam.
O silêncio é um som ou a falta dele? Ou será isto apenas uma questão de definições? Não! Quer dizer, para mim é importante... porque se quando existe, no meu campo auditivo, silêncio, gostava de saber se há ausência de som, e se eu não estou a ouvir (nada) ou se de facto estou a ouvir (nada). Parece-me uma pergunta não só pertinente como re grande relevância; pois com base na definição de que eu não estou a ouvir nada, nesse caso sou surdo!
Olá malta

Ontem vi um programa de televisão na 2: sobre a queda capilar, mentira!, era sobre a cobra capelo. Não foi a cobra que primeiro me atraiu naquele canal, foi antes um senhor hindu que com ela brincava e que me fez lembrar aquele faquir do Carvão no Porão (ou será do Ouro Negro?) do Tintim. Era muito magrinho, extremamente magrinho, tinha 3 metros de espaço entre os joelhos de cada perna, os ombros eram mais magros que a bacia e estava a fazer coisas perigosas vestido apenas com uma fralda de pano enrolada como bem podem imaginar. Gostava de conhecer aquele homem: será que ele também consegue sentar-se em pregos e em carvão em brasa e perfurar as bochechas do rabo com um Black & Decker e tocar com as palmas do pé nas omoplatas sem nunca sentir uma pontada de dor?
Para muitos uma arte,
Tenho andado com uma certa dormência intelectual acerca de um assunto que pretendo agora coçar valentemente. Não será nenhum caso de varicela ou de sarampo, mas é um tema que me incomoda tanto quanto uma borbulha quística, incrustrada bem no centro da coluna vertebral o faz, nos momentos em que se pretende treinar os músculos abdominais:
Ao contrário do que se possa ter dito ou escrito, ou ainda cantado (mas acho que este último ninguém fez), o poll que anteriormente disponibilizámos era apenas um teste a um novo atributo que vamos...vá lá, atribuir (atributo-atribuir, não soa bem) ao blog, sendo que não era de extrema relevância, do que deriva que podia e devia, aliás, ser tomado como uma broma.
O Veloso, que eu nao conheço, é, dizem, aquele gajo impecável, sério, honesto, trabalhador.
Se a contabilidade é uma técnica deprimente, os contabilistas só podem ser deprimidos.
< Escrevi aqui neste espaço um post inteiro, mas quando cheguei ao fim cheguei à conclusão que só dizia parvoíces. Ficou o título e a citação.
Big Mac acordara naquela manhã do dia 31 de Dezembro de 2005, inevitavelmente mais velho do que em qualquer outra manhã, e, apesar dos seus jovens 18 anos, sentia bem o peso, não da idade, mas do corpo que teimava em levantar.
Não sou, nem nunca fui um grande adepto da New Year's Eve. Como tal, nunca vibrei muito com a contagem decrescente nem com as passas, nem tão pouco com os saltos ou desejos. Não tenho, porém, nada contra quem é e vibra. Apesar de achar meio ridículo o entusiasmo de passar uma meia-noite tão similar a outras 364. As pessoas agem como se houvesse possibilidade de não passarmos, como se desta talvez o mundo fenecesse e fosse sugado para um buraco negro ao segundo 59. Quando finalmente passámos, aliviados desejamos com palmadinhas amistosas e sinais faciais um bom ano cheio de sucessos.
Queria apenas aqui fazer um pequeno reparo. Um reparo simples de quem repara em qualquer coisa, não um reparo de quem corrige um erro ou um estrago.
Fica a pergunta no ar...
"Era um milionário americano e tinha sido tudo. Tivera quanto ambicionara - dinheiro, amores, afectos, dedicações, viagens, colecções. (...) Quando depunha o jornal sobre a mesa (...), reflectia que o mesmo, na sua esfera, poderia dizer o caixeiro de praça, mais ou menos meu conhecido, que todos os dias almoça, como hoje está almoçando, na mesa do fundo do canto. (...) Os dois homens conseguiram o mesmo, nem há diferença de celebridade, porque aí também a diferença de ambientes estabelece identidade. Não há ninguém no mundo que não conhecesse o nome do milionário americano; mas não há ninguém na praça de Lisboa que não conheça o nome do homem que está ali almoçando.(...)
Acordei.
No outro dia li uma estatística estúpida: dizia que Portugal estava com uma taxa de natalidade abaixo da média europeia - ao que eu pensei, que burros! o natal só vem uma vez por ano em todos os países europeus; logo, dadas as minhas contas matemáticas feitas no instante do meu pensamento, a não ser que os outros países tenham menos dias que Portugal, a taxa é sempre 1/365! Porque é que os média estão sempre a dizer mal do nosso país?! Aina no outro dia li no Floor Street Journal que as estradas de Portugal eram muito perigosas... Até parece! Coitadas das estradas, elas quietinhas não fazem nada - nem se mexem! Como se algo inanimado pudesse ser perigoso. A próxima vai ser praí que as facas também são perigosas. Que risada!
Quantos portugueses não terão pensado, na ressaca do madrugador golo do Manchester United, que o Benfica ia ser massacrado como noutras noites europeias? Quantos não pensaram que o benfica ia ser fuzilado, goleado, humilhado, no seu próprio estádio, cheio que nem um ovo?
Há quem diga que os seus genitais têm já barbas brancas de cem anos e quem lhes dê mais felpuda idade ainda, há também quem vocifere que, Genitais Ele não os tem porque deles não precisa nem para ter filhos nem para descobrir o equilíbrio do prazer primordial, porque filhos dele somos todos nós e Ele nunca nos teve e a verdade do prazer é Ele que a transpira e somos nós que a bebemos em gotículas de insatisfação escorrida pela sua pele macia e doce. Momentos houve em que a instabilidade pública era quase insustentável, em que os conceitos insensoriais pareciam desvanecer-se em desconfianças e desmotivações da Nação, em que houve quem reclamasse com todo o pulmão vibrando e toda a boca jorrando a convicção espumante da saliva, Mas que raio vamos mas é por-lhes a vista em cima a esses famosos berlindes do Sr. General e ver se é de verdade ou de mentira aquilo que dizem todos esses contadores de histórias que aí andam. Foi então que o espasmo do espanto lhes fez a todos o coração visitar o estômago, pois General algum encontraram quando o foram procurar para averiguar com a vista ou o tacto tamanha inquisição, por entre as salas do Palácio do Santo Conhecimento. Viram apenas quartos de camas rodeadas de livros abertos e fechados e nem abertos nem fechados e dobrados em dois ou até em quatro, todos empilhados em enorme confusão; apenas salas de jantar imperiais com cortinas de seda inscritas de letras de ouro tão brilhante quanto a poesia que por ele escorria e que depois eram geniais cálculos numéricos e manisfestos fenomenais de momentos históricos à beira da mitologia e notas musicais das mais fantásticas composições melódicas e tudo aquilo parecia não ter fim como não tinham as cortinas que atapetavam paredes, mesas, chãos e candeeiros numa sinfonia entre o cintilante do ouro e o púrpura da seda e as formas por detrás escondidas; apenas viram casas de banho que mais pareciam descabidas bibliotecas de retrete e bidé embutidas bem ao centro, no chão da sala, que afinal também tinha banheira e lavatório e talvez fossem mesmo apenas casas de banho com enormes prateleiras de madeira maciça, como a de Pau-do-Brasil mas que não era do Brasil pois não é dos portugueses esta história; apenas viram um enorme salão cujas paredes pareciam perder-se por detrás das folhas soltas agarradas porém a agrafos gigantescos feitos de metal forjado com a insígnia da Casa do Santo Estudo. Foi neste salão que lhes pareceu ver qualquer coisa mover-se, ou por outra, qualquer coisa fazer mover a colecção inacabável de letras em papel agrafado espalhadas pelo chão que já era mais letras que chão, mas não ligaram porque as suas cabeças já não estavam para isso, porque mais valia respirar o ar puro de toxidade citadina de lá de fora que aquele bafo a sedentarismo que embaciava as janelas de todos os andares do enorme Palácio do Santo Conhecimento. Porém era ele mesmo, o dos genitais que têm barba suficiente para dar a volta ao mundo se for toda esticada, que fazia mover os papéis por cima de sua cabeça enquanto postulava mais quatro ou cinco imperativos categóricos do seu Santo Parecer.
"Bernard exasperava no meio daquela gente. As multidões são criaturas muito estúpidas que actuam muito devagar. Qualquer um dos elementos de uma multidão é mais inteligente do que o todo em si."
“Deambulava pela montanha qual Verde pela velha Lisboa. Ora subia ora descia. Tudo me parecia o que eu tinha visto faziam 30 minutos. Cansado, esfalfado aliás, após o que me pareciam 3 dias e 3 noites sem comer arrastava.me pelas terras áridas da Montanha de Smaug, o dragão. Uma coisa é certa; não pararia. A cobiça move montanhas, apesar de quem se estar a mover (e muito diga.se!) ser eu. O tesouro q’O Terrível guardava era o mais rico de toda aquela zona e pertencia.nos. Eu, um Hobbit , metido numa aventura como esta com 12 anões, quando o meu lugar é no Shire, sentado à lareira do meu buraco.”
Hoje dei um bocado do meu dia, ofereci-o. Voluntariamente, sem esperar receber nada em troca. Não foi nada de especial: entregar uns sacos em Loures para o banco alimentar contra a fome, 3 horas do meu dia.
Olhei-o sem parar cerca de 5 minutos enquanto outras pessoas falavam de si no seu lugar. O seu rosto não satisfazia a minha curiosidade, não era capaz de discernir que raio se passava dentro daquela cabeça esguia que parecia agora, ao contrário de antigamente, às portas grisalhas da desfolhagem outonal.
Sempre fui um defensor da arte e da cultura.