Monday, June 20, 2005

Malibu

Caros amigos, tenho andado afastado destas lides bloguistas à conta do muito trabalho que o meu curso me tem proporcionado. Hoje visito este blog e reparo num ou noutro apelo à minha criatividade e ao meu génio literário, e não resisto. Venho portanto brindar-vos com mais um pedaço do meu ser, venho partilhar convosco os meus pensamentos à cerca de mais um tema quente da actualidade. Tenho aliás um certo embaraço em referir-me a este assunto pois julguei que estas situações ja faziam parte do passado. Mas visto que outras pessoas pertencentes a este compadrio foram já vitimas deste flagelo, julgo ser importante referi-lo e sobretudo, criticá-lo.

Falo portanto, da entrada na discoteca Tamariz e dos critérios de seleção que determinam quem entra ou não, quem vai ou fica. E posso desde já avançar que estes critérios simplesmente não existem. Ou então eu sou o unico parvo que acha anormal grupos de pitas sub-15, que entraram às 11 e meia, estarem a bebericar a sua malibu-cola que as vai deixar às portas da histeria sexual, e a acenar lá de cima cá pa fora enquanto que eu e mais duas centenas de parvos (e até parvas) com mais de 18 anos fazemos fila para levar barrote dos paquidermes que estão à porta do dito estabelecimento. Esta situação não é a regra pois há dias em que dificilmente se vislumbra no Tamariz uma alma que conte menos de 21 primaveras, mas é no entanto recorrente, e obriga-me a deixar um apelo a estes Senhores das Portas. Peço-lhes que nas noites em que o Tamariz é frequentado por uma faixa etária mais jovem, que arranjem alguma coêrencia e deixem de permitir a entrada a raparigas que ainda nem sequer têm a história quando umas horas mais tarde ja não deixam entrar pessoas com idade para ser avós das ditas crianças, só porque não têm cartão da casa. Ou entram todos a partir dos 15 ou então dificulta-se a entrada a esta pequenada (tipo talvez pedir BI não sei!) . É que se o objectivo destes critérios (que mudam em função da hora, do sexo do indivíduo, da cor do cabelo do gajo que vem em 7º na fila, e da fase da lua...etc) é o de conferir uma reputação de maior exclusividade, pois "não é qualquer um que entra", então este objectivo será talvez atingido, mas à custa da perda de alguns clientes, pois queremos um sitio onde se vá sair à noite sem problemas e não um sitio onde grupos se dividem e pessoas ficam pendentes de outras que ficaram à porta.

PS - Apesar de ter extremado a minha opinião mais para o final do texto, quero afirmar aqui peremptóriamente que não tenciono deixar de ir para o Tamariz sair à noite pois uma vez lá dentro estas agruras desaparecem instantanêamente e dão lugar a uma noite de extâse e de convivio ameno e saudável com a "pequenada". Ou seja a perda de clientes supramencionada será minima ou nula. Queria apenas expressar o meu desagrado pelos dias em que fico a fazer de idiota chapado à porta.

PS1 - Queria também confessar o acesso de alegria, cruel diga-se, que sinto quando entro e outros ficam à porta, é momentâneo, não é de própria vontade que o tenho, mas não consigo evitá-lo, e posso por isso afirmá-lo sem remorsos.

PS2 - E a raiva que tenho quando entram os outros e fico eu à porta!

"Não sabia que as flores andavam" - eu, no Tamariz, já em estado de embriaguez crítica, protagonizando mais uma tentativa falhada (ou não...) de engate a uma "pequena", de seguida ofereci-lhe um malibu-cola e tudo correu bem.

PS3 - Espero que tenham percebido que a citação é ficticia, assim como toda a situação, e que nunca na vida usaria essa frase de engate com quem quer que fosse.

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