O erro não está na Política, ela é mesmo assim!
Os discursos políticos das pré-eleições são obviamente falinhas mansas. Mas são isso mesmo na sua essência, por definição. A arte de fazer política, está em conseguir o equilíbrio entre as promessas e o razoável cumprimento das mesmas.
Por isso, é ridículo pensar-se que elas serão cumpridas do princípio ao fim, palavra por palavra. Isso não faz sentido e graças a Deus que assim é: porque eu não gostava nada que o Eng José Sócrates não subisse os impostos (IVA, combustíveis ou o que for), nem reduzisse a despesa com a Segurança Social, nem tão pouco tocasse na despesa em investimento do Estado, porque algures em meados de fevereiro redigiu um programa eleitoral oficial, em que vinha escrito preto no branco (ou cor-de-rosa no branco) que não o ia fazer.
Política é uma coisa que não tem absolutamente nada a ver com Governação. Embora a origem desta última dependa da primeira, a sua função é de resolução dos problemas actuais, de cada momento económico-social específico. Já a argumentação que a possibilita (a Política) é imperfeita e enganosa, mas aplica-se a um espaço temporal alargado, comunicando, por isso, uma mensagem mais vaga, dispersa e promíscua. E é isto que exaspera as populações, que caem que nem ratinhos na ratoeira da Política, ao confundi-la com Governação: É que a Política não é para se ler pelas palavras que por que ela se escreve. A Política lê-se nas entrelinhas, lê-se nas feições de quem a (re)diz, lê-se no significado do que está além do que os nossos sentidos físicos entendem.
Um político deve-se portanto eleger, pelo potencial governador que nele se subentende, aliado à "tónica" de acções governativas que parece propor, e não (nunca!) pelas medidas específicas que ele refere em pleno acto político.
Para isso seria necessário um doutoramento ou uma licenciatura num curso de vidência, para se ingressar, como político, na Política.
"Pensar só em si e no presente é uma fonte de erro em política" - Jean de la Bruyère

1 Comments:
Ela até pode ser mesmo assim, porque historicamente tudo conduziu a que assim fosse actualmente. Mas pelas condições socio-economias actuais considero que esta politica, como a conheçemos(a da falinha mansa e da promessa vã) vai acabar por morrer.
Na minha opinião governação e politica são caminhos que deveriam tender a convergir logo desde a origem. Porque só uma possibilita a outra.
Nestas eleições os portugueses não votaram no politico por excelência (Santana Lopes) e ganhou José Sócrates que ainda falta ver o que é..
A politica, na sua essencia e por definição, já não merece confiança das pessoas, e isso acaba por se reflectir na confiança na governação.
O sistema está corrompido e precisa de ser remodelado. Para que um bom governante possa chegar a sê-lo sem ter que ser um bom politico ou para que um hábil politico não seja confundido com um bom governante.
Porque a politica é o meio e a governação o fim é neessário que a primeira reflicta o mais honestamente possivel a ultima, para que se vote em consciência.
Mas esta remodalação parece impossivel exactamente porque o sistema está corrompido: As pessoas não acreditam, os politicos mentem, e os governantes falham.
O caminho passa por educar as pessoas, informá-las para que depois possam entender os projectos dos governantes e votar naquele que acreditam que melhor governará Portugal. E se assim for os "politicos" que só isso o são (os que jamais darão bons governantes) serão topados a milhas.
(Sei que adoras ser comentado e daí fiz-te a vontade, embora ache que os meus argumentos são utópios e os teus sejam os argumentos fortes..ainda assim aqui vai)
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