Meus amigos, há largos cinco dias que não me manifestava neste nosso e meu querido blog. É com profunda tristeza que vos digo, pois é a verdade, que o tempo, e, tenho de ser sincero, a paciência, me têm faltado.
Mas o blog vive dos nossos postes, tal como o Pascoal do Bacalhau ou o Brasil do Carnaval. Hoje tive a certeza que este blog necessita, para, mais que sobreviver, viver, de interacção e participação dos seus elementos. Nestes cinco dias tinha vindo a visitar o blog sem notar novidades e hoje penso que essa ausência de participação representou uma ajuda à minha falta de pacìência. E digo isto porque hoje, após ler as vossas postas de Pascoal, aquela apaixonada vontade de escrever regressou ao meu cansado ser.
Algumas notas:
- Repare-se na ironia das situações: O Guilas achou-se muito meu amigo por ter espetado um selo no inimigo naquela tarde, mal reparou ele que o que fez na verdade foi privar-me de espetar um selo. E ia ser o selo da minha vida. Achando que me defendia, acabou por atacar-me na verdade. Atacou e matou a minha unica oportunidade até então de disferir um golpe letal. É claro que a partir daí não me faltaram outras situações para publicamente demonstror a minha virilidade e é por isso, só por isso, que te consigo perdoar caro amigo.
- A segunda nota vai para o tema do dia: A morte (oficial) dos icónes comunistas. Digo oficial porque a morte politica destas duas figuras nacionais já se concretizou, e felizmente, há algum tempo. E sou sincero, só por essa me regojizo. Com mortes fisicas, com perdas humanas jamais me regojizarei e o minimo que posso fazer é desejar paz às vossas almas, camaradas Alvaro e Vasco. Homens que foram, com defeitos e virtudes, merecem a paz eterna. E não minto quando o digo. A minha opinião é clara: Não faço do Alvaro Cunhal um herói só porque morreu (até por que isso significaria que eu seria um idiota chapado, que não sou) mas também me recuso a "festejar" o seu óbito. Viva o fim do comunismo mas paz à alma de Cunhal.
- Gostava de lembrar aquela centena de apoiantes do politico Alvaro Cunhal (falo dos seus admiradores politicos e não, entenda-se bem, dos seus familiares e amigos) que prestar homenagem a alguém que quase consegui transformar Portugal numa ditadura comunista, como a de Estaline, é ridiculo. Que lhe prestem homenagem as pessoas mais chegadas pela pessoa que foi, tudo optimo. Agora homenagens politicas...Só posso achar que todos, sem excepção, o que hoje o fizeram deveriam parar para pensar uns minutos. Talvez segundos bastassem.
- Nota final para Alfama. Nota dez! Que primorosa foi a noite dos Santos. Confesso que nunca tinha estado em Alfama e arredores mas fiquei maravilhado, confesso, com o espaço, a geometria das ruas, os becos, as escadinhas, os pátios, ruelas, vielas...Quero voltar e conheçer melhor os seus recantos.
Um abraço, até próximo encontro. Até lá, espera-me um nojento estudo de cálculo II.
"Eu gosto é do verão" Furia do Acucar ou qualquer coisa do género

1 Comments:
Sem bater muito na mesma tecla, e para por termo a esta aventura, acredita (e eu bem me lembro) que se eu não estivesse lá, terias sido tu a levar um banano do nosso amigo marinho ao invés de dar!
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