Sondagens
Depois de ter ouvido o Manuel Alegre dizer aos socialistas que se queriam um socialista na presidência deviam votar na sua pessoa e não em Mário Soares, dei por mim a pensar nas sondagens e no que elas representam.
Perante as sondagens, o que fazer? É a questão do voto util... Imaginemos uma pessoa que quer votar no Mário Soares, que é essa a sua intenção de voto, desde cedo. Imaginemos que a sua lista de prioridades é ter o MP3 seguido de evitar Cavaco. Neste caso, e perante as sondagens, e pondo de lado a hipótese de esta pessoa ainda acreditar que Mário Soares possa vencer as eleições, talvez o melhor fosse votar em Alegre, talvez este fosse o voto "util" na medida em que só ele permitiria alcançar pelo menos um dos objectivos, evitar Cavaco, estando a verdadeira prioridade, eleger Mário Soares, posta de lado.
Ou seja... Acho que as sondagens não são simples prognósticos, mas muito mais do que isso.
Não poderão as sondagens ter o poder de manipular votos, de alterar o resultado?!?
E mais... Porque será que não costumam falhar? Será que fazem uma leitura perfeita da realidade, será que recolhem amostras perfeitas e perfeitamente representativas do universo eleitor, ou será que fazem uma leitura geral da realidade e graças a esta leitura geral manipulam o pormenor?
Encaro as sondagens como uma estrada de dois sentidos para a realidade, em que por um lado camptam informação (perfeita ou não) e por outro enviam informação (perfeita ou não) que pode influenciar e consequentemente alterar a informação que anteriormente recolheram.
A tal pessoa se já não tivesse expectativas de ver Mário Soares como presidente e que tivesse expectativas de que Manuel Alegre podia viabilizar a não eleição de Cavaco, tudo graças à informação das sondagens, poderia chegar mesmo a votar Alegre, não a acharia estupida por isso.
As sondagens podem mexer com as expectativas das pessoas que podem mexer com as suas intençoes de voto.
Podem existir muitas pessoas assim. Podem decidir-se eleições assim...
Afinal, porque existem as sondagens? Para encher as noticias? Para dar que falar? Ou exactamente para tornar o voto de cada pessoa mais "util".
Farão as sondagens parte do jogo das eleições?
Eu acho que sim. Acho que é legitimo perguntar-me onde acaba a correlação e onde começa a causualidade.
"Quando chove há menos acidentes mortais, logo a chuva torna as estradas menos perigosas"

5 Comments:
As sondagens são de facto uma arma para fazer mexer eleitorado, assim como as noticias que os órgãos de comunicação social divulgam! Esses sim uma potentíssima arma a qual poucos conseguem sobreviver! A favor de quem?
Neste caso acho que é obvio!
"Quem cala consente"
É um mundo cão este em que vivemos..
slides 13 e 18, aula 1 de microeconomia, aprendeste bem a lição! será que quando escrevias te sabias que estavas a falar de matéria, ou já está tudo tão interiorizado que já nem percebes de onde vem?
creepy!!!
Usei essa frase para ilustrar a diferença entre relação e causalidade, e sim lembrava-me mais ou menos dela, aliás até acho que é mesmo assim ou se não é, é parecido...
Creepy tu, Que foste ver de onde é que vinha a citação!
Parabéns
Ah e claro, desculpa...
Respondendo não sabia que estava a falar de matéria, aliás eu não estava a falar de matéria. Estava simpelsmente a falar de sondagens
O que é isso matéria?
Usei conceitos que vem nos slides 13 e 18 (dizes tu) que são correlação e causualidade... Como devem vir em milhentos livros. Tudo vem em milhentos livros.
Agora estou a comentar o teu comentário e estou a usar muitas matérias, gramática por exemplo.
P.S - não gosto de comentários de anónimos, por mim eram abolidos (isto para os outros mundanos)
por mim..
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