Sunday, January 01, 2006

Lamby Had a Little Mar

Não sou, nem nunca fui um grande adepto da New Year's Eve. Como tal, nunca vibrei muito com a contagem decrescente nem com as passas, nem tão pouco com os saltos ou desejos. Não tenho, porém, nada contra quem é e vibra. Apesar de achar meio ridículo o entusiasmo de passar uma meia-noite tão similar a outras 364. As pessoas agem como se houvesse possibilidade de não passarmos, como se desta talvez o mundo fenecesse e fosse sugado para um buraco negro ao segundo 59. Quando finalmente passámos, aliviados desejamos com palmadinhas amistosas e sinais faciais um bom ano cheio de sucessos.

Eu, sempre fui um dos que passa calmamente e em casa com os pais, e talvez seja essa a razão que me leva a dizer o que foi dito acima, a ver o Hermano com um pouco (e sublinho um pouco) de champagne Moet & Chandon, um bate-papo agradável e as tão habituais promessas de que este ano é que é, que é a partir de hoje que eu começo a estudar quando chegar a casa, e que me vou esforçar por diminuir as quezílias que porventura possam surgir com a família. Claro está, que nestes revelhões batiam as doze e pouco tempo depois iniciava o meu novo ano a dormir porque, apesar de agradável não deixa de ser uma passagem de ano de nível médio-fraco.

Há, faz hoje precisamente um ano e algumas horas, descobri o que era uma passagem de ano com amigos e, confesso que fiquei feliz por beber champagne barato. A razão desta descoberta ser tão tardia, deve.se ao facto de eu me recusar a dar quantias exorbitantes (que exorbitam tanto mais, quanto mais tarde decidirmos) por festas que acabam por ser uma merda, porque estão cheias de gente, que pode ou não ser estúpida, não faz diferença para o caso, e aonde o bar aberto é tão aberto, que se não vamos já bêbados saímos sóbrios derivado a uma série de infortúnios.

Finalmente, o resto das pessoas chegou a esta conclusão e alguns de nós cederam gentilmente a casa, na qual se proporcionaram momentos de euforia tresloucada, abusivamente potenciada pelo (abundante!) álcool. No fundo, não passou de mais um motivo, como tantos outros, para se beber quantidades cavalares de álcool e por esta mesma razão o primeiro parágrafo já faz outra vez sentido, porque não se trata objectivamente da passagem de ano mas de uma festa eixcepcional onde por um acaso também se comemora a passagem para o ano seguinte. Ora, o facto de ter gostado de uma festa com estas características não implica que tenha que gostar da passagem de ano, logo não me contradisse logo não me podem acusar de o ter feito nem de ser pouco coerente! Assim, repito sem medo de parecer um grandessíssimo artolas, não sou nem nunca fui um grande adepto da New Year's Eve.
Tenho dito.

"iPod nemo"

0 Comments:

Post a Comment

<< Home