Monday, July 11, 2005

História de um senhor que mais não era senão isso mesmo, até que ocorreu o evento que aqui relato.

Era uma vez um senhor.
Um senhor qualquer, um senhor simples, um senhor tão comum como qualquer outro senhor comum. Podia ter bigode ou não, ter olhos azuis ou verdes, castanhos ou cinzentos, podia não ter cabelo ou tê-lo em tamanha quantidade que as suas pontas roçassem o chão, podia ser de todas as formas e feitios desde que fosse tão normal como aqueles com quem convivesse. Era mesmo um senhor standard!
Certo dia este senhor foi à praia: um programa comum para um senhor comum. Ficou deitado na areia sobre a sua toalha como qualquer homem comum faria caso fosse à praia. Estava um sol agradável e o senhor deixou-se ficar na areia durante algum tempo.
Foi então que, nesse tórrido dia, o senhor comum fez algo incomum, algo pouco usual em homens comuns, algo que em nada tinha a ver com a sua personalidade pouco dada a coisas menos comuns: o senhor comum ficou deitado na areia de barriga para cima durante uma enormidade de tempo: das nove horas da manhã até às cinco da tarde, o senhor não se moveu sobre a sua toalha e o umbigo jamais deixou de apontar o sol.
Às dezassete horas o senhor comum ia levantar-se quando se deu conta de algo muito anormal na sua barriga: é que o senhor comum era gordo (não muito, apenas gordo como a maioria dos senhores) e no seu umbigo, bem imbutido no meio da barriga, tinha-se formado um pequeno lago de suor que agora transbordava, escorrendo ao longo dos pêlos grossos da sua pança.
Estava realmente um dia muito quente, imensamente quente e o senhor comum abusou do tempo que ali ficou deitado. Coisas pouco comuns passavam então pela cabeça do senhor comum: imaginava homenzinhos pequenos que nem pequenos grãos de areia, saltando da floresta de grossos pêlos da sua barriga para dentro da piscina mal cheirosa ali formada; imaginava um complexo turístico daqueles que assassinam a paisagem, todo ele erguido em torno do seu íntimo lago; imaginava pequeníssimos helicópteros recolhendo aquele líquido pegajoso para apagar o fogo ardente que agora atacava as suas axilas. É verdade! Estava mesmo tanto calor naquele dia que outra anormalidade sucedeu: as axilas do senhor comum ardiam incandescentes, tal tinha sido a força com que o sol nelas embatera.
Com três palmadas em cada uma a normalidade retomou às duas covas e com um piparote o lago desfez-se em lágrimas sobre o resto da barriga.
Foi o único dia da vida deste senhor comum que fugiu à normalide de todos os outros que sobreviveu.

"Óh Júlia! Chega cá porra!" - aposto que alguém já disse isto
PCH

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Saturday, July 09, 2005

"Costa meu palerma, apagaste o Counter!!!" - eu

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Tse tse...

Venho por este meio mostrar o meu desagrado no que diz respeito ao escrutínio cromático. Penso que a tonalidade escolhida demonstra, sem dúvida, os dias negros que vivemos, mas estes nao são razão para nos por.mos a fazer estupidezes desta magnitude.. Consigo equiparar este acto com os atentados terroristas.. Isto é um atentado ao bom gosto! Apelo ao bom senso, e por amor de Deus, MUDEM.ME ESTA COR!

"companheiro, ultrapassar nessa curva é suicidio, mas você ponha lá a resposta que quiser.." - o gajo que estava a vigiar o meu exame de código, quando eu inocentemente lhe perguntei a partir de quando entrava em vigor um sinal qualquer..

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Thursday, July 07, 2005

Hipnoterapia

Estava eu a ler este nosso blogue quando inadvertidamente me imaginei em S Tomé. Chocalhei a cabeça e voltei a Lisboa mas mais três minutos de leitura e já estava a correr para o salto em comprimento nos JO 2012 em Londres.
- Pah! O que é que é esta merda?! - disse eu para comigo. E continuei a ler.
Mas imediatamente dei comigo a meter para dentro em Christiania, e desta já foi mais difícil escapar: não bastou um chocalhar dos neurónios, foram precisas algumas chapadas na cara... Algo estava errado com este blogue, estava a entrar demasiado dentro dos assuntos nele debatidos. Mesmo estando eu apenas e só a ler os posts mais uma vez.
- Esta merda do preto no branco hipnotiza! - concluí. E sem mais demoras vos hipnotizo agora:

P-P-P-P-P-P-E-E-E-E-PE-D-D-D-D-R-R-PEDR-O-O-O-PEDRO-PEDRO PEDRO---> G-G-G-GÉ-É-É-É-GÉNI-NI-NI-NI-NI-OO-O-GÉNIO PEDRO--->GÉNIO E LOUVOR-HONRA-AMOR-GRANDIOSIDADE PCH--->POSTER-CHAIRMAN

"Patetinha! Tanto esforço nos olhos para ler esta merda!" - qualquer um...

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07/07/2005

Não é este Mundo que os Mundanos querem para os seus filhos, um Mundo ameaçado por um inimigo desconhecido, e cuja ameaça parece de defesa impossivel. Parece que a unica coisa que determina a existência ou não dos atentados é a vontade dos terroristas, porque quando sucedem parecem inevitáveis.
"Miguel não sei se é boa ideia essa coisa do inter-rail, comboios e isso...Se calhar é melhor não ires..." A minha mãe, assustada com estas coisas dos atentados.
"Mãe vou e ponto final" Eu, em resposta.

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É ESTE TIPO DE COISAS QUE ME IRRITA..

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Por falar em Joanesburgo

Há coisas que não vale a pena saber!
Ontem ia a ouvir a telefonia do meu carro quando anunciam a cidade vencedora da candidatura aos Jogos Olímpicos (JO) 2012. O que é uma pena porque eu não fazia ideia que o sorteio era ontem, pelo que nem tive tempo de criar em mim alguma ansiedade em torno deste assunto. Volto a dizer, é uma pena, porque eu hoje em dia não tenho nada em que pensar, dedico-me exclusivamente ao ócio que me concede o calendário académico, e é destes assuntos relativamente desinteressantes, mas menos que os Morangos com Açúcar, que eu preciso para poder dormir descansado e satisfeito por ter gerado algum trabalho mental ao longo do dia. Isto é, ir ver à internet as imagens compotorizadas, vagamente geométricas e muito bonitas de cada projecto e compará-las; ir ler as picardias entre os representantes de cada candidatura; ir chafurdar nos desvios de dinheiro sempre metidos ao barulho nestas coisas; e et caetera (bonita forma de escrever etc.) e tal.
Mas não! Quando soube que havia coisas giras (enfim, mais ou menos giras) com que ocupar o tempo, estragaram tudo e contaram-me o fim da história, como quem começa uma anedota pelo fim. Não se faz. É um enorme desperdício e em tempo de crise não pode haver desperdícios.
Mas por acaso nem são os JO que mais me incomodam. O que mais me perturba é que descobri ontem que existe uma cidade chamada Christiania, que é um pequeno enclave bem no centro de Copenhaga, na Dinamarca. Christiania foi criada em 1971 por um grupo de hippies que se julgavam capazes de construir um território em que todos os habitantes seriam totalmente livres: livres de fumar drogas, livres de pagar contas de água, livres de impostos, et caetera. O mais engraçado é que eles foram capazes de criar esta cidade: Christiania existe e durante largos anos foi aceite embora sempre sobre grande pressão do Estado; foi sujeita a várias rusgas policiais, mas unicamente porque a liberdade acabou por gerar contrabandismo (e não pelo conceito da cidade em si!); sobreviveu à imposição de restrições por parte do Governo Central da Dinamarca; fez parte dos assuntos do Ministério da Defesa do país; tinha uma legislação própria em vigor dentro do seu território; durante 30 anos foi uma espécie de tumor benigno no coração de Copenhaga, apesar do preço do tráfico de droga.
Tudo isto é muito bonito mas eu só ontem tomei conhecimento da sua existência. Porquê? Porque vão acabar com ela!! Porra! Mais valia nem saber que ela tinha existido! Estas coisas assim perdem a piada toda! Mas parece que cada vez mais me pregam destas partidas: estou mesmo a ver eu hoje a chegar à praia e apanhar com uma bruta carga de àgua (completamente improvável!) enquanto um palerminha que lá estava desde as seis da manhã me diz: "É uma pena! Ainda há pouco estavam trinta e sete graus e nem uma brisa se sentia!"
Fica aqui o aviso Sr. Destino do Pedro, se me pregas mais uma destas enfio-te um banano no meio das trombas e dou-te pontapés nas canelas com os meus "sapatos de gala e ponta bicuda" calçados!

PS: Para mais informações consulte o site oficial www.christiania.org

"A poltrona e as pantufas são as ruínas do homem" - Mussolini, Benito. Eu sou uma ruína!

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Friday, July 01, 2005

Por falar em Equador....

...
Lembrei-me agora da mais recente "discussão" entre Miguel Sousa Tavares e Manuela Moura Guedes, simplesmente hilariante...
Há quem diga, a deontologia no caso, que um jornalista deve ser imparcial, transmintindo a noticia na sua essência sem sobre ela opinar. Se assim for a Garganta Funda portuguesa anda a esticar-se um pouco. Sobretudo quando se poêm a discutir com o seu interlocutor. Acredito piamente que ali há um caso de amor mal resolvido. Enfim...

"Ninguem cala a Manuela ohehoh"

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Notas

Chegado de terras algarvias deparo-me com poesia no Mundano. Original, é certo. Pouco masculino, é certo. Mas também brilhante, é certo( Pelo simples facto de eu aparecer).
Três notas algarvias:
  1. Fora dos relvados são as mulheres dos jogadores que brilham
  2. Ainda se come bem no Algarve
  3. O Equador é um excelente livro (por dois anos estive de pé atrás e não o li, mas fiquei positivamente impressionado)

Os Mundanos estão de férias por isso é natural que o blog cesse a sua imtempestiva produção e a troque por uma manutençâo mais calma, com menos postes. Não é caso para ficarmos preocupados, o mundano pode parecer morto mas vai estar só a descansar.

Por agora esperam-me as merecidas férias depois deste ano em que consegui alcançar aquilo aque me tinha proposto, sem muito esforço diga-se. Campeão. A recompensa será um inter rail que se adivinha magnifico, uma semana em Vila Nova, outra no Algarve, e o resto na base.

Bem vou tomar um banho (de sol)

Abraço a todos, e até mais ver

"Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe"

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