nº 202
Hoje lembrei-me de um velho amigo. Na verdade não é assim tão velho, ele até tem a minha idade, mas é velho, não por ser meu amigo há muito tempo, que até é, mas porque sei que o vai ser para sempre. (por acaso hoje não me lembrei de nenhum amigo mas achei que era uma boa maneira de começar este post)
Ao pensar nele (como disse na verdade não pensei em ninguém em especifico) dei-me conta que os amigos, os verdadeiros amigos, os amigos daqui, do peito, são aqueles que pudemos não ver durante quanto tempo for preciso mas quando os encontramos novamente é como se só se tivessem passado dez minutos desda ultima vez que os vimos. Nada mudou. As mesmas piadas, as mesmas alcunhas, a mesma indifrença de quem se vê todos os dias (apesar de já não se verem há anos e anos), porque na verdade é como se se tivessem visto todos os dias, porque sabem que o que quer que tenha acontecido nesses dias em que não se viram o amigo que ali está a sua frente é o mesmo, desda ultima vez.
Imagino-me a encontrar com o Peixe, por exemplo, daqui a 30 anos, as nossas vidas deixaram de se cruzar, por uma razão ou outra já não o via há 10 anos.
Ele para mim : " Então gordo da merda? A Jana?"
Eu: " Então peixe? Continuas sem tomar banho...Seu javardo, muitas porcas?"
E depois de ter-mos posto a conversa em dia despedimo-nos com um até amanhã, como se de facto nos fossemos ver amanhã, como se não soubéssemos que provavelmente poderiamos estar mais 10 anos sem nos vermos.
Não que seja obrigatório deixar de ver um amigo para que ele o verdadeiramente seja, mas se isso acontecer, por uma razão ou outra, vai estar tudo na mesma.
"Os amigos são para sempre" - Feliciano José

1 Comments:
em x d tares pa i c marikices dessas podias e jogar draga minas mais rápido!
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