Monday, November 07, 2005

Ordem na casa

Foi naquele tempo, de força mas de tensão, que, como alguém disse, se esperava do patrão que exercesse a sua liderança conquistada a pulso, como outro alguém também disse.
Foi nesses dias que se exigia ao patrão, como lhe gostavam de chamar, que assumisse as rédias da situação, que devolvesse aquela tribo a paz e tranquilidade necessárias ao bom funcionamento da vida tribal.
Num tempo em que o filho pródigo voltava eram mais que suficientes as razões para imperar a felicidade no seio da tribo, muito embora ninguém soubesse porque razão o filho havia partido nem porque razão decidira voltar.
Um dos índios da tribo tinha a característica de ser um filho pródigo mas sem nunca chegar a sê-lo, esse ia indo e voltando e vendo e comentando como as coisas estavam a correr na tribo a que, às vezes, não se percebia se pertencia. Apesar de tudo este comportamento conferiu-lhe um papel bem visto dentro da tribo, era diferente dos outros, mas bem aceite e respeitado, era como que o comentador, ou como que o treinador de bancada.
Tudo correu bem até certo dia: até ao dia em que o bem-amado comentador decidiu por em causa um dos projectos de um membro da tribo que se sentiu debochado com a situação.
O chefe da tribo, porque a conjectura a isso o obrigava, decidiu intervir e dar "caminhos" para que as coisas corressem não melhor, mas na perfeição.
Ao comentador disse-lhe que continuasse a comentar, porque fazia parte do seu ser, mas que passasse também a, às vezes, trabalhar, em prol da tribo, como fazem aqueles que por vezes avaliou. Basicamente tirou-o, ou pediu-lhe que saisse, do seu pedestal de critica e avaliação. Que descesse até junto dos outros e que trabalhasse como eles. (Que escrevesse como eles e não sobre eles).
Ao outro disse-lhe somente que continuasse , que trabalhasse cada vez melhor e que nunca,sob qualquer circunstancia,destruisse o trabalho ja feito.
Ao que cheirava mal, mandou-o tomar banho.

"A seguir à tempestade vem a bonança"

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